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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Mulher suicida em Atenas

Não estou optimista

by O. Braga

Mulher suicida em Atenas
Quem anda hoje nas ruas das maiores cidades portuguesas sente o retrocesso económico de Portugal ao período após o terramoto económico e social do PREC [Processo Revolucionário em Curso]; retirem da equação social certos gadgets tecnológicos — por exemplo, telemóveis, Internet e computadores — e o ambiente social é hoje semelhante ao de finais dos anos 70.
O progresso económico e social de Portugal, verificado nas décadas de 80 e 90, foi destruído por 10 anos de Euro e ao serviço dos interesses do directório europeu [aka, Alemanha].
A grande responsabilidade da verdadeira catástrofe social a que assistimos hoje cabe à classe política portuguesa, que colocou o povo português de cócoras. Não podemos culpar o povo por ter votado mal, porque não existiam — não existem, nem podem existir dentro do actual sistema político — alternativas às ofertas protagonizadas pela classe política. A democracia portuguesa entrou num rotativismo semelhante ao da monarquia constitucional de finais do século XIX.
A III república falhou.

Parece-me que a Grécia vai sair do Euro e vai ser atirada para a idade da pedra. Uma saída do Euro causará um retrocesso económico e social da Grécia para a década de 60 do século passado; estamos aqui a falar de uma redução de cerca de 70% do actual nível económico grego. Se a Grécia não tivesse entrado no Euro estaria, com toda a certeza, muitíssimo melhor do que está hoje. Porém, o problema que se coloca aos gregos é o de que, mesmo não saindo do Euro, o decréscimo do nível económico e social dos gregos não andará longe dos 50% — com a agravante de a Grécia entregar a sua soberania à Alemanha. É provável que a democracia grega esteja em perigo.
Embora a nossa classe política continue em estado de negação e a atirar areia para os olhos dos portugueses, o nosso problema é semelhante ao grego: a Alemanha irá pressionar Portugal para “sacar a massa”, e de tal forma que voltaremos ao tempo da agricultura de subsistência [o tempo do quintal com as batatas para fazer a sopinha] dos anos 60 e 70.
Estou convencido de que os números da nossa economia estão a ser manipulados e cozinhados pela classe política; não acredito que Portugal tenha tido apenas 1,5% de crescimento negativo em 2011, porque um crescimento negativo de 1,5% não teria as consequências que verificamos no aumento geométrico da criminalidade, de pedintes, de gente na rua que me pede 1 Euro, por exemplo, para dar 1 litro de leite ao filho. Mesmo em tempo de crise económica, a classe política da III república continua a ludibriar os portugueses.
O Euro dividiu a Europa, em vez de a unir. Isto é um facto insofismável, e só um burro não vê. Agora, é o tempo de apanhar os cacos; é o tempo da Pátria.

O. Braga | Quinta-feira, 16 Fevereiro 2012 at 10:06 am | Tags: Alemanha, Euro, Grécia, União Europeia | Categorias: Europa | URL: http://wp.me/p2jQx-ajC

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

A Direita na Europa é um sistémico erro de casting (No Brasil é o mesmo caminho)

A Direita na Europa é um sistémico erro de casting

by O. Braga

Falar em “Direita da Europa” é um eufemismo.
Os protagonistas mais conhecidos da Direita na Europa dos últimos dez anos são Angela Merkel, Sarkozy, Berlusconi, Cameron, e agora o espanhol Rajoy. Em Portugal, temos como sendo de "direita", Passos Coelho do Partido Social Democrata, e Paulo Portas do CDS/PP.
Sobre Berlusconi, estamos conversados: os factos falam por si.
Sobre Sarkozy: é a direita sociológica francesa que lhe impõe a agenda política, e não o contrário. Sarkozy é um molusco político que se adapta à direita sociológica francesa; é um invertebrado sem ideias próprias que se cola ao ideário de Le Pen para garantir vitórias em eleições.
David Cameron pertence a uma espécie híbrida; de tipo equidna, ou ornitorrinco. É uma anormalidade política, comparável ao português Paulo Portas. É um “conservador” que defende o “casamento” gay, o aborto e a eutanásia.
Sobre Mariano Rajoy ainda não temos muita informação porque foi eleito há dois meses para primeiro-ministro de Espanha. Para já, podemos dizer que Rajoy e o húngaro Viktor Orbán são actualmente os primeiro-ministros mais conservadores da Europa.
O português Passos Coelho tem muito em comum com a alemã Angela Merkel: ambos foram militantes de Partidos Comunistas na respectivas juventudes. E sobre Angela Merkel, a informação disponível é verdadeiramente sinistra.
Angela Merkel não foi apenas militante de base do Partido Comunista alemão da defunta RDA: foi líder de organizações comunistas! A descrição dos dados biográficos de Angela Merkel que podemos ler aqui — para além de poder dar a volta ao estômago de qualquer pessoa bem formada — é extremamente preocupante e revela o estado da Direita na Europa. E o maior problema é o de que a alternativa a esta Direita é a Esquerda que pouco difere da Direita: “vira o disco, e toca o mesmo”.



Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Problema do "Centro Político" (Direto da Europa)

O problema do “centro político”by O. Braga
«In contrast to his principal opponent in the upcoming presidential elections, socialist François Hollande, Sarkozy told Le Figaro that he is “not favorable” to homosexual “marriage,” because it “opens the door to adoption.”»
Há meses vi uma entrevista a Tony Blair, na Fox News, em que o ex-PM britânico afirmou que “procurava sempre o centro político”. A procura do “centro político” caracteriza a Terceira Via e o sincretismo ideológico seguido como paradigma pelos socialistas fabianos depois da queda do muro de Berlim; mas não só: uma das herdeiras do bilionário Rothschild criticou publicamente, há cerca de um ano, Barack Obama alegadamente por este se ter “desviado do centro”. O centro e o sincretismo políticos são os modelos teóricos da política contemporânea que influenciam até a direita europeia, que de conservadora tem muito pouco.
O que significa a procura do centro político?
Por exemplo, quando a esquerda radical começou a defender a legalização do “casamento” gay para depois poder ter acesso às crianças através da adopção, o centro político institui o PACS francês, a união-civil em Inglaterra, ou a união-de-facto em Portugal, que substituíam o casamento para os gays. Portanto, o “centro político” é sinal de “compromisso político”.
Porém, à medida que a esquerda radicaliza, mais e mais, as suas posições, o tal “centro político” vai desviando a sua posição relativa em direcção à esquerda radical, e ficamos confrontados com a situação de vermos hoje o partido conservador britânico de David Cameron defender o “casamento” gay. E ainda assim, os centristas continuam convencidos de que estão no centro...
Podemos imaginar um cenário que não é inverosímil a médio/longo prazo: o Bloco de Esquerda poderá passar a defender as ideias do “eticista” Peter Singer do “direito” da mãe matar o filho recém-nascido, ou seja, defender a descriminalização do infanticídio até à idade de um ano da criança. Podemos constatar aqui uma radicalização política com efeitos éticos objectivos — como aliás aconteceu com a descriminalização e posterior legalização do aborto. Qual seria a posição “centrista” e politicamente sincrética, nestas circunstâncias de radicalização política esquerdista?
Provavelmente, o “centro político” reagiria às propostas radicais da legalização do infanticídio do Bloco de Esquerda mediante a comutação da pena de prisão da mãe assassina, ou seja, a infanticida apanharia apenas pena suspensa: é uma solução centrista, sincrética e de compromisso com os radicais de esquerda. E, através do “progresso da opinião pública”, poderíamos ver, então, até o CDS/PP a defender a ideia de que a mãe assassina merece a nossa compaixão e que não deveria ser condenada a pena de prisão.
A existência do “centro político” baseado em um paradigma político sincrético e maçónico, e não baseado em princípios éticos escorados em valores, tem como consequência o invariável resvalar desse “centro político”, e ao longo das gerações, em direcção às posições mais radicais. Neste sentido, o “centro político” é apenas um instrumento da estratégia de acção política radical entendida a médio e/ou longo prazo.

O problema do “centro político” (2)

by O. Braga

Quando Barack Hussein Obama proíbe a liberdade de objecção de consciência da Igreja Católica --- e dos fiéis católicos --- em relação à contracepção, e sobretudo em relação à pílula abortiva do dia seguinte, Obama pretendeu, com o maquiavelismo que o caracteriza, rotular a Igreja Católica Apostólica Romana de “radical”.
Foi esta a estratégia de Obama que se revelou suicida, e por uma simples razão: o que está realmente em causa é a 1ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, independentemente da opinião de Obama e da sua entourage esquerdista radical acerca da Igreja Católica. Não é a Igreja Católica que está em discussão e em causa com a decisão radical de Obama, mas antes é a garantia das liberdades prevista pela 1ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Vemos, neste caso, como a radicalização de posições por parte da Esquerda obamista pode justificar a atribuição do rótulo de “radical” a quem sempre foi coerente com as suas posições. Radicalizando à Esquerda, Obama passa a dizer que a Igreja Católica é “radical”, quando em boa verdade, quem radicalizou, foi Obama.
Quando Obama destruiu, com a sua acção política e legislativa, a 1ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, abriu a possibilidade de ele próprio e a sua entourage poder vir a ser perseguida politicamente no futuro. Aliás, passa não ser impossível que Obama acabe por ir parar à prisão.

O. Braga | Sexta-feira, 10 Fevereiro 2012 at 8:00 pm | Tags: barack obama, obama | Categorias: ética, cultura, Obamacrimes, Política | URL: http://wp.me/p2jQx-afj


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com