Falar em “Direita da Europa” é um eufemismo.
Os protagonistas mais conhecidos da Direita na Europa dos últimos dez anos são Angela Merkel, Sarkozy, Berlusconi, Cameron, e agora o espanhol Rajoy. Em Portugal, temos como sendo de "direita", Passos Coelho do Partido Social Democrata, e Paulo Portas do CDS/PP.
Sobre Berlusconi, estamos conversados: os factos falam por si.
Sobre Sarkozy: é a direita sociológica francesa que lhe impõe a agenda política, e não o contrário. Sarkozy é um molusco político que se adapta à direita sociológica francesa; é um invertebrado sem ideias próprias que se cola ao ideário de Le Pen para garantir vitórias em eleições.
David Cameron pertence a uma espécie híbrida; de tipo equidna, ou ornitorrinco. É uma anormalidade política, comparável ao português Paulo Portas. É um “conservador” que defende o “casamento” gay, o aborto e a eutanásia.
Sobre Mariano Rajoy ainda não temos muita informação porque foi eleito há dois meses para primeiro-ministro de Espanha. Para já, podemos dizer que Rajoy e o húngaro Viktor Orbán são actualmente os primeiro-ministros mais conservadores da Europa.
O português Passos Coelho tem muito em comum com a alemã Angela Merkel: ambos foram militantes de Partidos Comunistas na respectivas juventudes. E sobre Angela Merkel, a informação disponível é verdadeiramente sinistra.
Angela Merkel não foi apenas militante de base do Partido Comunista alemão da defunta RDA: foi líder de organizações comunistas! A descrição dos dados biográficos de Angela Merkel que podemos ler aqui — para além de poder dar a volta ao estômago de qualquer pessoa bem formada — é extremamente preocupante e revela o estado da Direita na Europa. E o maior problema é o de que a alternativa a esta Direita é a Esquerda que pouco difere da Direita: “vira o disco, e toca o mesmo”.