Software de Gestão do Conhecimento para Trabalhos Acadêmicos

Clique AQUI para mais informações!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Problema do "Centro Político" (Direto da Europa)

O problema do “centro político”by O. Braga
«In contrast to his principal opponent in the upcoming presidential elections, socialist François Hollande, Sarkozy told Le Figaro that he is “not favorable” to homosexual “marriage,” because it “opens the door to adoption.”»
Há meses vi uma entrevista a Tony Blair, na Fox News, em que o ex-PM britânico afirmou que “procurava sempre o centro político”. A procura do “centro político” caracteriza a Terceira Via e o sincretismo ideológico seguido como paradigma pelos socialistas fabianos depois da queda do muro de Berlim; mas não só: uma das herdeiras do bilionário Rothschild criticou publicamente, há cerca de um ano, Barack Obama alegadamente por este se ter “desviado do centro”. O centro e o sincretismo políticos são os modelos teóricos da política contemporânea que influenciam até a direita europeia, que de conservadora tem muito pouco.
O que significa a procura do centro político?
Por exemplo, quando a esquerda radical começou a defender a legalização do “casamento” gay para depois poder ter acesso às crianças através da adopção, o centro político institui o PACS francês, a união-civil em Inglaterra, ou a união-de-facto em Portugal, que substituíam o casamento para os gays. Portanto, o “centro político” é sinal de “compromisso político”.
Porém, à medida que a esquerda radicaliza, mais e mais, as suas posições, o tal “centro político” vai desviando a sua posição relativa em direcção à esquerda radical, e ficamos confrontados com a situação de vermos hoje o partido conservador britânico de David Cameron defender o “casamento” gay. E ainda assim, os centristas continuam convencidos de que estão no centro...
Podemos imaginar um cenário que não é inverosímil a médio/longo prazo: o Bloco de Esquerda poderá passar a defender as ideias do “eticista” Peter Singer do “direito” da mãe matar o filho recém-nascido, ou seja, defender a descriminalização do infanticídio até à idade de um ano da criança. Podemos constatar aqui uma radicalização política com efeitos éticos objectivos — como aliás aconteceu com a descriminalização e posterior legalização do aborto. Qual seria a posição “centrista” e politicamente sincrética, nestas circunstâncias de radicalização política esquerdista?
Provavelmente, o “centro político” reagiria às propostas radicais da legalização do infanticídio do Bloco de Esquerda mediante a comutação da pena de prisão da mãe assassina, ou seja, a infanticida apanharia apenas pena suspensa: é uma solução centrista, sincrética e de compromisso com os radicais de esquerda. E, através do “progresso da opinião pública”, poderíamos ver, então, até o CDS/PP a defender a ideia de que a mãe assassina merece a nossa compaixão e que não deveria ser condenada a pena de prisão.
A existência do “centro político” baseado em um paradigma político sincrético e maçónico, e não baseado em princípios éticos escorados em valores, tem como consequência o invariável resvalar desse “centro político”, e ao longo das gerações, em direcção às posições mais radicais. Neste sentido, o “centro político” é apenas um instrumento da estratégia de acção política radical entendida a médio e/ou longo prazo.

O problema do “centro político” (2)

by O. Braga

Quando Barack Hussein Obama proíbe a liberdade de objecção de consciência da Igreja Católica --- e dos fiéis católicos --- em relação à contracepção, e sobretudo em relação à pílula abortiva do dia seguinte, Obama pretendeu, com o maquiavelismo que o caracteriza, rotular a Igreja Católica Apostólica Romana de “radical”.
Foi esta a estratégia de Obama que se revelou suicida, e por uma simples razão: o que está realmente em causa é a 1ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, independentemente da opinião de Obama e da sua entourage esquerdista radical acerca da Igreja Católica. Não é a Igreja Católica que está em discussão e em causa com a decisão radical de Obama, mas antes é a garantia das liberdades prevista pela 1ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Vemos, neste caso, como a radicalização de posições por parte da Esquerda obamista pode justificar a atribuição do rótulo de “radical” a quem sempre foi coerente com as suas posições. Radicalizando à Esquerda, Obama passa a dizer que a Igreja Católica é “radical”, quando em boa verdade, quem radicalizou, foi Obama.
Quando Obama destruiu, com a sua acção política e legislativa, a 1ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, abriu a possibilidade de ele próprio e a sua entourage poder vir a ser perseguida politicamente no futuro. Aliás, passa não ser impossível que Obama acabe por ir parar à prisão.

O. Braga | Sexta-feira, 10 Fevereiro 2012 at 8:00 pm | Tags: barack obama, obama | Categorias: ética, cultura, Obamacrimes, Política | URL: http://wp.me/p2jQx-afj


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário